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Vale Cultura traz ministra Marta Suplicy a Minas

Marta quer ampliar participação do estado na distribuição do benefício destinado aos trabalhadores

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Ailton Magioli - EM Cultura Publicação:19/03/2014 06:00Atualização:19/03/2014 08:47
 (Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press - 6/3/13)
Diante da dimensão e da importância de Minas Gerais e de Belo Horizonte, o número de beneficiados ainda é pequeno, na opinião da ministra da Cultura, Marta Suplicy. Por isso, ela fez questão de vir hoje à capital para participar da entrega simbólica dos primeiros cartões do Vale Cultura no estado. A solenidade está marcada para as 10h, no Museu de Artes e Ofícios (MAO), em BH.


Serão contemplados os 48 funcionários do Instituto Cultural Flávio Gutierrez (ICFG) e 2.014 empregados da Caixa Econômica Federal (CEF), responsável por operar o vale por meio das bandeiras Mastercard e Elo. Empresários interessados em disponibilizá-lo devem ter seus estabelecimentos credenciados nessas redes por meio das agências da CEF ou fazê-lo diretamente nas centrais de atendimento da Cielo e da Redecard.


No Brasil, 1.540 empresas participam do programa do Ministério da Cultura, que contempla 367,5 mil pessoas. Em Minas, o vale chega a 5,2 mil funcionários de 173 firmas – 3,5 mil de 55 empresas da capital. No ranking divulgado pela pasta, o estado ocupa o sétimo lugar. O Distrito Federal é o líder de adesões.


De acordo com a assessoria do ministério, bancos estatais e empresas públicas (como os Correios, com sede no Distrito Federal) aderiram inicialmente ao projeto, seguindo a orientação do governo de fomentar políticas públicas voltadas para a cultura. Marta Suplicy escolheu o Museu de Artes e Ofícios para entregar os cartões porque Angela Gutierrez, presidente do ICFG e responsável pela instituição, simboliza a primeira empresa mineira a aderir ao programa por meio da CEF.


“O MAO vai aceitar o Vale Cultura”, comemora a ministra, ressaltando a adesão de grande número de pequenos empreendimentos. “Em Taguatinga (DF), por exemplo, uma creche com seis funcionários adotou o programa”, acrescenta ela, citando também uma doceria paulistana, com quatro empregados, e uma pequena empresa de Barbacena, com dois. “Elas aderiram para qualificar os funcionários”, justifica a ministra. Para ela, exemplos como a Arezzo (1.969 empregados), em Belo Horizonte, devem ser seguidos pelo empresariado.


O Vale Cultura de R$ 50 beneficia prioritariamente quem ganha até cinco salários mínimos (R$ 3,6 mil). O desconto em folha é opcional por parte da empresa. Ele chega a, no máximo, 10% do valor do benefício, R$ 5. O cartão magnético permite adquirir ingressos para peças, shows e museus ou comprar CDs, DVDs, livros e jornais, por exemplo.


Marta Suplicy comemora a reação ao programa. “Não há críticas como as feitas ao Vale Alimentação”, compara. A ministra cita pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que aponta o gasto mensal de R$ 35, por família, com cultura. “Os R$ 50, portanto, são de bom tamanho”, avalia. Agora, o mais importante é sensibilizar o trabalhador e empresas maiores, além das médias e pequenas. “A Vale já aderiu”, informa ela.

 

Depoimento

 

 

Hélia Maria Martins Silva Campolina
Recepcionista do MAO


“Meu sonho é ver teatro e comprar livros. Às vezes, fica pesado conciliar tudo o que a gente quer adquirir. Com o Vale Cultura, não só eu, mas toda a classe trabalhadora poderá fazer isso. Cultura e educação, enfim, vão caminhar juntas. Depois dos cursos de inglês e de Língua Brasileira de Sinais (Libra) que o museu nos proporciona, vamos ter acesso à arte graças à iniciativa do governo federal”.

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